terça-feira, 12 de novembro de 2013

Com 04 meses de salários atrasados vigilantes de escolas da CEFOR anunciam greve em São Luís

Sede do Sindicatos dos Vigilantes no Centro de São Luís
O Sindicato dos trabalhadores Vigilantes do Estado do Maranhão comunicou à Secretaria de Estado da Educação a deflagração de Greve Geral por tempo indeterminado nas escolas que tem contrato com a Empresa de Segurança CEFOR.

De acordo com informações de Benedito Raposo, da Direção do Sindicato, a greve tem início nessa quarta-feira (13), a partir das 07:00 e deve atingir todos os postos atendidos pela CEFOR na cidade de Capital do Estado.

Os trabalhadores reclamam de salários atrasados que já chega a 04 meses.

A reclamação dos trabalhadores tem como base o fato da empresa não pagar os trabalhadores com o dinheiro recebido pela própria SEDUC/MA.

Os vigilantes é que fazem a segurança nas escolas da Capital. Sem eles as unidades de ensino ficam entregues a ladrões e depredadores de todo tipo.

A empresa CEFOR ainda não se pronunciou até o momento.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Comunicação Sindical em debate hoje e amanhã no Veleiros Hotel, em São Luís

O SINPROESEMMA e a CTB discutem hoje (8) e amanhã (9) no Hotel Veleiros, agora com educadores, jornalistas, radialistas e blogueiros a Comunicação Sindical.

A mesa de abertura é composta pelo Diretor de Comunicação do SINPROESEMMA, Júlio Guterres, a Diretora de Comunicação da CTB nacional, Raimunda ‘Doquinha’ e pelo Presidente do SINPROESEMMA, Júlio Pinheiro.

Doquinha, da CTB, ministra agora a palestra “O papel da comunicação na luta de classes”.
Em seguida está previsto a palestra com o Professor Dr. Francisco Gonçalves com o tema “A batalha pela democratização dos meios de comunicação”.

Na parte da tarde acontece a palestra com “Os impactos das inovações tecnológicas e das redes sociais na comunicação sindical, popular e democrática.”.

O encontro transcorre durante todo o dia de hoje e continua pelo sábado.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Posse da nova diretoria do Sindicato dos Vigilantes do Maranhão é dia 19 de novembro

Nova Diretoria eleita do SINDVIG/MA
A Nova Direção do Sindicato dos Trabalhadores Vigilantes de São Luís, SINDVIG-MA, toma posse no dia 19 de Novembro.

A solenidade está prevista para acontecer na Sede Social da Entidade e todos os trabalhadores e familiares estão convidados a compartilharem de mais esse momento de vitória da classe.

O Presidente do Sindicato, Benedito Raposo, tem dito que a nova direção tem a missão de continuar firme na defesa dos interesses dos trabalhadores e sempre de maneira organizada, combativa, presente e com transparência.

A nova diretoria foi eleita em Outubro conduzindo Benedito Raposo à Presidência do Sindicato pelos próximos 04 anos.

O Brasil contra o Fator Previdenciário: trabalhadores vão às ruas no dia 12 de novembro

Reunião com as principais Centrais Sindicais do Brasil
Com o tema “O Brasil Contra o Fator!”, as centrais sindicais realizarão uma grande manifestação conjunta, no dia 12 de novembro, pela retomada das negociações acerca do fator previdenciário.

Reunidos na sede da CTB, os representantes das centrais definiram a realização de uma caminhada, em São Paulo, com concentração na Praça da Sé, a partir das 10h, que seguirá rumo ao prédio da Superintendência Regional do INSS, localizado no viaduto Santa Ifigênia.

Também está programada uma Coletiva de Imprensa, no dia 07 de novembro, para esclarecer para a mídia e a população os prejuízos que a medida impõe à sociedade e, principalmente, à classe trabalhadora.

Além da caminhada em São Paulo, as centrais orientam às estaduais e sindicatos, a promoverem protestos e paralisações nas principais capitais brasileiras para cobrar do governo um posicionamento e a apresentação de uma proposta ao fator previdenciário.

“É fundamental a participação das centrais estaduais e todas as categorias nessa mobilização para pressionarmos o governo a reabrir as negociações sobre o fator previdenciário, uma medida que prejudica sobremaneira os trabalhadores e as trabalhadoras que ajudaram a construir esse país”, destacou o secretário-geral da CTB, Wagner Gomes.

O prazo estabelecido pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da Republica, Gilberto Carvalho, para concluir as discussões sobre o assunto com os representantes das centrais sindicais se encerrou na semana passada, sem avanços.

O último encontro entre as partes, que também teve a participação dos ministros do Trabalho, Manoel Dias, e da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, ocorreu em 21 de agosto, quando foi definido o prazo de 60 dias para concluir os debates sobre o assunto.

Herança do governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), o fator previdenciário reduz o valor do benefício de quem se aposenta por tempo de contribuição antes de atingir 65 anos, no caso dos homens, e 60 anos, no caso das mulheres.

Todos em Brasília no dia 26

O calendário de atividades das centrais inclui também uma grande manifestação na mesma data da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), dia 26 de novembro, em Brasília, em defesa da agenda da classe trabalhadora, aprovada em julho de 2010 na 2ª Conclat.

Os trabalhadores devem reunir 10 mil em Brasília para impedir a aprovação de projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional, que representam um retrocesso para a classe trabalhadora, como o PL 4.330, do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), sobre terceirização.

Fim do fator previdenciário, reajuste para as aposentadorias; valorização do trabalho com igualdade e inclusão social, redução da jornada sem redução dos salários; combate à terceirização; regras de correção do FGTS, convenção 151 OIT; correção da tabela do imposto de renda; PEC trabalho escravo; reforma agrária; regulamentação emprego domésticas; simples trabalhista; suspensão do contrato de trabalho (PLS 62/2013) + (PL5019/2009); desoneração da folha de pagamento, contra privatização do pré-sal estão entre as reivindicações;.

As centrais também devem encaminhar uma Carta ao Congresso Nacional com o posicionamento unitário contrário a tais medidas em tramitação.

Fonte: Portal CTB

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Após educação, Centrais querem agora 10% do PIB para ações e serviços de saúde no Brasil

As Centrais Sindicais abaixo assinadas, reunidas em 29 de outubro, em São Paulo, decidiram conclamar o conjunto das Forças Políticas que compõem o Congresso Nacional a apreciar em regime de urgência o Projeto de Lei de Iniciativa Popular PLP 321/2013, que exige a aplicação de 10% das receitas correntes brutas da União em ações e serviços públicos de saúde, um dos importantes pontos de pauta da Agenda da Classe Trabalhadora.

Campanha Nacional em Defesa do SUS Público de Qualidade e para Todos
As Centrais Sindicais também manifestam o seu apoio à "Campanha Nacional em Defesa do SUS Público de Qualidade e para Todos", campanha que será lançada nesta quarta-feira, 30 de outubro, em um ato em Brasília.

A aprovação do Projeto de Lei de Iniciativa Popular PLP 321/2013 implicará em um adicional de R$ 46 bilhões para o setor já em 2014. Em cinco anos, a proposta popular prevê um acréscimo de R$ 257,1 bilhões na saúde pública. Representantes de diversas entidades do setor cobram urgência na aprovação do projeto.

Neste ano, quando os brasileiros comemoram os 25 anos do Sistema Único de Saúde (SUS), diversos protestos ecoaram pelo país em defesa de pautas estruturais como transporte coletivo, educação e saúde. A chamada Jornada de Junho vem mobilizando ainda mais a pauta do trabalhador. Em atos unificados, ocorridos nos dia 11 de julho e 30 de agosto, as Centrais Sindicais reafirmaram suas bandeiras de luta, como a saúde pública.

A lista com as assinaturas foi entregue pelo Movimento Saúde + 10 à Câmara dos Deputados, em agosto, e agora está em tramitação na Casa. Todas as Centrais Sindicais apoiam a iniciativa que conta com apoio maciço da população brasileira.

São Paulo, 29 de outubro de 2013.

CGTB - Central Geral dos Trabalhadores do Brasil

CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

CUT – Central Única dos Trabalhadores

Força Sindical

NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores

UGT - União Geral dos Trabalhadores

Fonte: CTB

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Metalúrgicos do mundo inteiro lançam, após Congresso da UIS Metal, “Carta do Rio de Janeiro” - Por um novo modelo sindical



A “Carta do Rio de Janeiro”, documento político do 2º Congresso da UISMetal, analisou a conjuntura geopolítica e como a classe trabalhadora pode avançar na luta por melhorias, se posicionando com veemência contra a criminalização sindical e defende a necessidade de fortalecer o sindicalismo classista.

No total, 35 organizações sindicais enviaram representantes ao Rio de Janeiro, com delegados e delegadas vindos de 23 países da América Latina, da Europa, da África e da Ásia.

Confira abaixo a íntegra do documento:

CARTA DO RIO DE JANEIRO
Declaração Oficial do 2º Congresso da União Internacional dos
Sindicatos de Metalurgia e Mineração – UIS Metal Mineração

Os delegados e delegadas de 35 organizações sindicais, vindos de 23 países da América Latina, da África, da Ásia e da Europa reunidos na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, entre os dias 23 e 25 de outubro de 2013, reafirmamos a necessidade de reforçar o compromisso da UIS Metal e Mineração em defesa dos direitos da classe trabalhadora de todo o mundo, bem como a luta contra o neoliberalismo, o capitalismo e a exploração do ser humano pelo ser humano.

Este Congresso foi realizado em um momento de grande relevância para a história da humanidade, por conta da profunda crise na qual o capitalismo se encontra. Diante do cenário sociopolítico descrito pelos delegados e delegadas que vieram ao Rio de Janeiro, entendemos que é papel do sindicalismo classista reafirmar: somente por meio do socialismo será possível superar a atual crise.

Torna-se claro que é impossível reformar o capitalismo. O caráter global da crise coloca em evidência as debilidades dum sistema falido, incapaz de combater a desigualdades que afetam bilhões de pessoas em todo o mundo. Entendemos que a busca por uma nova sociedade exige a participação intensa dos povos, a partir do internacionalismo, da luta pela democracia, pela paz e, fundamentalmente, por meio da unidade de ação da classe trabalhadora. Se a crise atinge de forma diferenciada às nações, cabe ao sindicalismo classista unir os esforços para formar um contraponto aos interesses do capital e da ideologia neoliberal.
Para tanto, não podemos ignorar a nova ordem geopolítica mundial.

Precisamos ter a compreensão de que os países periféricos, antes alijados do dinamismo econômico e produtivo, hoje se apresentam como atores fundamentais para direcionar os rumos do planeta. É simbólica a escolha da cidade do Rio de Janeiro como sede para este Congresso, já que o Brasil – ao lado de países em desenvolvimento como a Rússia, a China, a Índia e a África do Sul – passou a desempenhar, nos últimos anos, um novo papel no xadrez geopolítico mundial, com a formação do BRICS, com seus esforços pela integração latino-americana e sua aposta em uma política Sul-Sul.

Torna-se cada vez mais evidente que devemos combater o modelo de crescimento econômico imposto pelo capitalismo, que de modo destrutivo atende apenas às necessidades de uma parcela ínfima da população. Diante da atual crise, o imperialismo reage com ainda mais violência e terrorismo global, no sentido de impedir a ascensão de outros atores e garantir a manutenção de seus privilégios históricos. Sem essa compreensão mais ampla, o movimento sindical classista não poderá desempenhar plenamente suas aspirações – e tampouco realizar a disputa de ideias necessária para transformar a sociedade.

Contra a criminalização sindical

A luta sindical classista deve ser marcada pelo internacionalismo. Nesse sentido, não podemos aceitar, em hipótese alguma, a criminalização do movimento sindical vista em inúmeros países. O silêncio, diante dessa situação, é inadmissível. Não devemos ter medo de enfrentar o sistema capitalista, apesar de todo seu poderio.

A repressão violenta que temos assistido em diversas nações, como na Colômbia, na Guatemala, no Estado espanhol, no Peru, no México e no Paraguai, é uma resposta à luta classista desenvolvida por companheiros sindicalistas pelo mundo afora. Temos a obrigação de denunciar qualquer violência e exigir dos governos a punição de todos aqueles que tentem impedir a ação sindical.

É preciso termos consciência de que, em tempos de crise, o capitalismo faz uso de todas as suas armas para reprimir aqueles que se posicionam em contrariedade a esse sistema. O sindicalismo classista e combativo sempre será visto como um inimigo a ser combatido, a qualquer custo. Não podemos recuar e tampouco fraquejar. Nossa tarefa é nos fortalecer cada vez mais para fazer esse enfrentamento.

O papel dos trabalhadores da metalurgia e da mineração

Não admitimos que a classe trabalhadora pague pela crise. Nossa categoria tem sido atingida diretamente pela política conservadora imposta por organismos internacionais como o Banco Mundial e o Banco Central Europeu, entre outros. Muitos de nós vimos companheiros e companheiras perderem seus empregos nos setores de metal e mineração, especialmente no continente europeu e na América do Norte.

Essas demissões vieram como consequência de políticas impostas por multinacionais sem qualquer compromisso junto à classe trabalhadora. Terceirizações e todo tipo de precarização do trabalho tornaram-se práticas corriqueiras em nosso ramo de atuação, a despeito dos lucros abissais alcançadas por essas empresas. Aqueles que mantiveram seus empregos viram seus salários se desvalorizarem, ao mesmo tempo em que se encontraram desamparados por um tipo de sindicalismo colaborativo, incapaz de lutar pelos direitos dos explorados.

Enquanto trabalhadores da metalurgia e da mineração, temos que somar esforços e nos posicionar ao lado de outras categorias, no intuito de combater a ideologia imposta pelo capitalismo e impedir que qualquer tipo de direito seja retirado da classe trabalhadora.

Existem medidas urgentes que precisam ser defendidas pelo sindicalismo internacional classista. Ao destacar os seguintes direitos como fundamentais, nos somamos aos esforços da FSM na luta pelos pontos abaixo listados:

- Educação, habitação, alimentação, água e remédios para todos;
- Leis mais duras para impedir as demissões coletivas;
- O fim da privatização de serviços públicos e de interesse geral; bem como a defensa do setor público industrial, devido a seu caráter estratégico.
- Fim da subcontratação, da terceirização e de qualquer política de precarização do trabalho;
- Jornada de trabalho de 35 horas semanais, sem redução de salários;
- Respeito à saúde laboral.

Por um novo modelo sindical

Diante deste cenário, não podemos permitir que a classe trabalhadora pague a conta da crise causada pelo capitalismo e pelo sistema financeiro internacional. Consideramos que é preciso revisar a luta sindical em todo o mundo, em especial o modelo que não questiona as raízes desta crise, limitando-se a apenas tentar reformá-lo.

Rejeitamos o chamado “diálogo social” proposto pelas entidades ligadas à Confederação Sindical Internacional (CSI). O que ocorre neste momento na Europa é a prova inconteste do fracasso deste modelo de sindicalismo, atrelado à ideologia imperialista e descomprometido às históricas lutas da classe trabalhadora mundial.

A UIS Metal e Mineração (UIS MM) vê no modelo classista, colocado em prática pela Federação Sindical Mundial (FSM), o caminho correto para que a crise seja enfrentada ao lado dos demais movimentos sociais, a partir de uma ideologia bem definida, sem compromisso com qualquer tipo de “diálogo social”, que lute pela igualdade entre homens e mulheres e que tenha plena independência em relação a governos, instituições privadas e organismos financeiros.

Também queremos fortalecer a luta sindical nas ruas e centros de trabalho. Por esta razão, achamos muito importante que os sindicatos do metal e mineração manifestarmos, entre outras datas, no dia 3 do Outubro, Dia Internacional da Ação, que se comemora anualmente.

Para tanto, precisamos nos estruturar e tornar nossas ações mais eficientes, pois sabemos que em todos os continentes existem sindicatos e organizações de trabalhadores que compartilham desse mesmo ponto de vista. Precisamos dialogar com os companheiros e companheiras de todo o mundo, no sentido de construirmos uma grande aliança classista, que seja capaz de enfrentar a ideologia neoliberal e pavimentar os caminhos necessários para alcançarmos um novo patamar de sociedade, rumo ao socialismo.

Vamos à luta!

Rio de Janeiro, 25 de Outubro de 2013.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Radialista é assassinado barbaramente

O radialista Gilvan Pires, foi encontrado morto envolvido hoje pela manhã na Cidade de Cajapió, próximo à praia de Itapeua.

Gilvan atuava na cidade de São Vicente Ferrer, distante 280 Km da Capital, São Luís, na Baixada Ocidental Maranhense.

Marcas de bala e faca levariam à polícia a ideia das armas utilizadas para cometer o crime.

De acordo com informações obtidas pelo Blog, Gilvan Pires apresentava o Programa "Quem sabe sábado”, na Rádio Planície FM, aos Sábados.

Muito conhecido na cidade e na região, o acontecimento teria levado comoção à pacata cidade.

A Polícia Militar confirma que ainda não há pistas sobre o autor ou autores do crime bárbaro.

A cidade prepara-se nesse instante para velar o corpo do radialista.

Amanhã (30), SINPROESEMMA faz Ato de Repúdio contra cortes no orçamento da educação para 2014


sábado, 26 de outubro de 2013

Júlio Pinheiro, do SINPROESEMMA, convoca Ato de Repúdio contra Governo do estado pelos cortes na pasta da educação na LOA 2014

Júlio Pinheiro: 'Não podemos aceitar os cortes que o governo está propondo."
O Presidente do SINPROESEMMA ficou indignado com os cortes feitos pelo Governo do Estado na Lei Orçamentária para 2014.

Sobretudo aqueles que retiram pelo menos R$23.376.818 milhões de reais da educação além de outros R$7.150.000,00 para a Erradicação do Analfabetismo e ainda 800.000 reais do Combate ao Analfabetismo Absoluto.

Júlio Pinheiro destaca ainda o corte em áreas nevrálgicas para o estado melhorar indicadores sociais desastrosos como Segurança Pública, que perdeu quase 200 milhões de reais, o Desenvolvimento e a Agricultura Familiar que perdeu outros quase 10 milhões e ainda a pasta de Ciência e Tecnologia, que perdeu outro R$ 600.000.

Agora, o problema maior é que na pasta de Infraestrutura, que tem o candidato a governador do Grupo Sarney, Luís Fernando, que recebeu acréscimos de aproximados meio bilhão de reais. Verdadeiro absurdo.

Em função dos cortes, Júlio Pinheiro dá a resposta convocando a sociedade e os trabalhadores em educação para Ato de Repúdio em frente à Assembleia Legislativa do Maranhão para o próximo dia 30 de Outubro a partir das 09:00h.

De acordo com Pinheiro o Repúdio é "Pra dizer NÃO a esse golpe do governo contra a Educação Pública e pedir o apoio dos deputados estaduais.".

Leia abaixo a íntegra da Nota emitida pelo SINPROESEMMA, sindicato que reúne os trabalhadores e trabalhadoras em educação básica pública do estado do Maranhão.

Abaixo a íntegra da Nota do SINPROESEMMA:

NOTA DE REPÚDIO

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão – SINPROESEMMA
vem a público repudiar a iniciativa do governo do Estado do Maranhão, que reduziu,
drasticamente, a meta de investimentos com a Educação Pública, de acordo com a mensagem
da Lei Orçamentária, para o ano de 2014, enviada para votação, à Assembleia Legislativa do Estado.

A previsão orçamentária para a Educação baixou de R$ 1.616.429,005 (2013) para R$
1.593.052.187 (2014), um corte de mais de R$ 23 milhões, o que representa grande ameaça no cumprimento dos compromissos do governo, assumidos com o setor.

Enquanto o Brasil luta por mais investimentos em Educação, mais comprometimento dos
governos estaduais e municipais, o governo do Maranhão, que deveria ampliar o volume de
recursos para a área, faz cortes significativos, comprometendo o desenvolvimento social do estado e contrariando o discurso de crescimento, alardeado em suas campanhas publicitárias.

O SINPROESEMMA considera os cortes nos recursos uma medida danosa à Educação
Pública, que, com o descaso e a falta de investimentos, se destaca sempre com os piores
índices, nas avaliações nacionais.

Enquanto setores como o Planejamento e a Infraestrutura tiveram crescimento
significativo no Orçamento, a Educação, Saúde, Segurança Pública e o fornecimento de água, que são vitais para a população do Maranhão, foram duramente atacados com cortes nefastos em seus orçamentos.

Em Infraestrutura houve acréscimo de mais de R$ 430 milhões e no Planejamento quase
R$ 720 milhões, enquanto na educação, que deveria ter crescimento no orçamento, recebeu um corte violento, coincidentemente, no ano em que o governo deve honrar compromissos com os educadores, pagar a recomposição salarial e começar a quitar a maior dívida que tem para com os professores, que são as progressões funcionais, pagamentos previstos para janeiro de 2014, conforme o acordo firmado com o SINPROESEMMA e homologado na Justiça, depois de uma longa greve e luta nas ruas.

Nas metas para a educação, o governo não incluiu nenhuma escola de tempo integral
para tirar jovens das situações de risco social, principalmente, neste momento, quando cresce a violência no estado, principalmente em decorrência das drogas, vitimando jovens que poderiam ter um futuro melhor.

Nas metas, há sim, a manutenção dos índices de analfabetismo, quando, de forma cruel, o
investimento em acesso à educação, recebe um corte fatal, caindo de R$ 7,4 milhões para a bagatela de R$ 250 mil. O combate ao analfabetismo absoluto cai de R$ 900 mil para apenas R$100 mil, um corte de R$ 800 mil. Esse é o governo que diz fazer revolução na educação.

Nas metas, o governo não prevê investimento em recursos humanos na área educacional,
que precisa, urgentemente, de Concurso Público, para valorizar o trabalho e promover melhor ensino público na rede.

Diante disso, reafirmamos que, nós, os trabalhadores em educação, que conhecemos
bem a realidade educacional do Maranhão, lutaremos contra os atos autoritários que mantêm a educação pública do nosso estado no atraso. Iremos para as ruas, novamente, se for necessário, para denunciar golpes contra a educação, e exigir que o governo respeite a população desse estado, que padece diante da falta de uma gestão sensível e democrática.


A Direção do SINPROESEMMA

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Artigo de Cláudio Bezerra, do SINTEMA e CTB: 'A importância da Convenção 151 da OIT para os Servidores Públicos'

Claudio Bezerra
Ao longo da sua luta os trabalhadores do setor público reivindicam além de melhores condições de trabalho configuradas no ambiente de trabalho salubre, equipamentos e materiais de trabalho suficientes para atender às demandas do público atendido, horário de trabalho compatível, oportunidade de aperfeiçoamento e capacitação, e relações democráticas de trabalho. Essas são algumas das condições historicamente buscadas, além de outras que fazem com que o exercício da função pública seja mais valorizada e que se ressignifique a cada dia incorporando outros elementos que contribuam com o desenvolvimento do país.

Após longas e históricas batalhas contra uma relação unilateral, na qual o executivo exercia sem qualquer regramento o poder coercitivo de não atendimento das reivindicações dos trabalhadores do setor públicos, finalmente chega-se ao ápice com essa categoria, com a promulgação da Convenção 151 da OIT, pela Presidenta Dilma Rousselff; depois de um longo inverno passado no Congresso Nacional, embora tenha sido aprovada através do Dec. Legislativo 206 de 07.04.2010, sendo ratificada em 15.06.2010, somente a pressão dos trabalhadores culminada com a caminhada das Centrais no dia 06.03.2013, foi capaz de sensibilizar a Presidenta, que atendeu nossa reivindicação através do Decreto 7.944 de 06 de março de 2013.

A promulgação da Convenção 151 e da Recomendação 159 da OIT, sobre as Relações de Trabalho na Administração Pública, normas internacionais, incorporando-as ao sistema jurídico-trabalhista brasileiro é uma importante vitória da classe trabalhadora e, vem consolidar os preceitos já constantes na Constituição de 1988; sanando uma lacuna deixada pelo legislativo brasileiro,que ao determinar a instituição do Regime Jurídico Único do Servidores Públicos, o direito de sindicalização e o exercício do direito de greve, negou-lhe o direito à negociação coletiva.

Ao ratificar essa norma o Estado brasileiro está assegurando a liberdade e proteção ao direito de sindicalização, expressão, o direito de representar e ser representado, assim como facilidades para que os representantes das organizações sindicais do setor público exerçam suas atividades, sem as ameaças constantes vindas por parte dos gestores; contra todo ato de discriminação sindical em relação com seu emprego, inclusive questionamento pelo poder judiciário quanto á legalidade e legitimidade para representação coletiva, fato já sofrido por nossas entidades nas suas várias esferas do poder público e nos diversos níveis de representação (sindicato, federação, confederação e central).

O artigo 9º da Convenção assegura ainda, os direitos civis e políticos essenciais para o exercício normal da liberdade sindical, com reserva apenas das obrigações que derivem de sua condição e da natureza de suas funções.

Essa é o mais importante ato para democratização das relações de trabalho e solução de conflitos no serviço público, entretanto a regulamentação da negociação coletiva será a etapa mais difícil para sua efetivação nas três esferas: federal, estadual e municipal, para construção um sistema nacional de negociação coletiva, pois exigirá dos dirigentes sindicais, dos trabalhadores em geral uma vigilância diuturna e muita pressão no sentido de uma negociação equilibrada no parlamento, para que de fato seja construído um modelo avançado de legislação que corresponda às expectativas de ambas as partes modernizando as relações de trabalho no setor público.

Como consequência da promulgação, haverá já um primeiro ato, que é a realização de uma audiência pública, no dia 09 de abril, às 9 horas, no Senado Federal, para iniciar o debate das regras e determinações derivadas da convenção a serem implementadas, no prazo de doze meses a partir da data da sua ratificação.

Cabe, portanto, aos dirigentes sindicais, aos trabalhadores em geral não arrefecerem da luta, buscando sempre o aprimoramento das relações de trabalho, construindo de fato uma nação democrática.

Por Cláudio Bezerra, Administrador, ex-presidente do SINTEMA, Ex-diretor da FASUBRA, Membro da direção Nacional e Estadual da CTB.