sexta-feira, 4 de abril de 2014

PMs e Bombeiros em greve fecham BR 316 em protesto contra governo Roseana Sarney Murad

PMs fecham BR 316
O Maranhão da propagando oficial não é o Maranhão real mas o velho Maranhão de sempre.

Enquanto o Secretário Aluízio Mendes chama os Policiais Militares e Bombeiros do Maranhão de "criminosos", Roseana nomeia Ricardo Murad o novo 'super-hiper-triper' Secretário de Segurança (acumulando com Saúde) e ainda o Comando Geral da PM mais perdido que cego em tiroteio, os grevistas mostram força.

Essa imagem foi enviada agora a pouco por companheiros em greve no Município de Caxias, Maranhão.
Longas filas se formaram com a paralisação

Eles realizaram ato e em protesto paralisaram a BR 316.

Se Roseana e Ricardo não tomarem cuidado aquilo que era pra ser uma simples derrota eleitoral acabará sendo um vexame moral pela falta de sensibilidade em negociar com trabalhadores em greve.

Até o momento os grevistas fortalecem a luta e tem recebido a cada dia o apoio da imensa maioria da sociedade e de seus colegas de farda.

Vergonha.

Metroviários de São Paulo rejeitam nas urnas filiação do sindicato à Conlutas

Política de isolamento e a prepotência do PSTU / Conlutas é rejeitada  
Em um plebiscito realizado em todas as áreas do metrô de São Paulo, entre os dias 26 de março e 02 de abril, a maioria dos metroviários (66%) rejeitou a filiação do Sindicato à Conlutas.

A apuração foi iniciada na noite da quarta-feira (02), na quadra do Sindicato (Tatuapé).

Do total de votantes 3.105 optaram pela não filiação (66,29% dos votos), 1.487 votaram pela filiação à Conlutas (31,75%), 63 metroviários anularam seu voto (1,35%) e 24 votaram em branco (0,51%).

O resultado mostra que os metroviários entenderam que a política de isolamento e a prepotência do PSTU/Conlutas pode levar esta combativa categoria à bancarrota.

É pública e notória, a campanha que eles sempre fizeram contra as centrais sindicais e os partidos políticos, com o objetivo de desqualificar estas instituições.

Em 2010, quando assumiram a direção, lançando mão de sua arrogância e totalitarismo, a primeira ação foi retirar dos materiais impressos do sindicato o logotipo da CTB, que legitimamente num plebiscito, precedido de amplo debate em congresso e na categoria, aprovou a filiação do sindicato.

Portanto, os metroviários devem ficar atentos às ações e participar de todas as atividades da campanha salarial para mostrar que agora temos sim o “Sindicato nas mãos de (todos) metroviários”.

Por Salaciel Vilela (Buiu) - delegado sindical, vice-presidente da CIPA Manutenção e membro do Núcleo dos Metroviários da CTB e Onofre Gonçalves – presidente da CTB-SP

(foto: Sindicato dos Metroviários de SP)

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Marcha Estadual dos Trabalhadores percorre ruas de São Luís e deixa recado de força e unidade para mudar o Maranhão

Trabalhadores marcham pelas ruas de São Luís
Pelo menos 400 trabalhadores e trabalhadoras tomaram as ruas de São Luís hoje (3) em mais uma edição da Marcha Estadual da Classe Trabalhadora.

Protesto uniu as categorias
Centrais Sindicais como CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central, UGT, CSB, CGTB, FETAEMA, MST e ainda UNE, UBES e UJS, reforçaram a marcha.


Também presentes trabalhadores de diversas categorias profissionais e seus sindicatos.

Mulheres e homens em defesa de direitos e dignidade
Metalúrgicos, Vigilantes, Servidores Públicos do Estado, Agentes Comunitários de Saúde, Agentes Penitenciários, Trabalhadores em Educação do Estado e do Município, Construção Civil, Rodoviários, e outros também compareceram à Marcha e expuseram suas bandeiras e opiniões.



Esta foi a 8ª Edição da Marcha organizada pelas principais Centrais Sindicais do Brasil e o conjunto do movimento social.

O tema desse ano foi “Paz, Segurança e Garantia dos Direitos dos Trabalhadores”.

CTB foi destaque na Marcha
A concentração dos trabalhadores e trabalhadoras ocorreu em Frente à Biblioteca Benedito Leite, na Praça Deodoro, e em seguida saíram todos em Marcha rumo ao Palácio dos Leões, sede do Governo estadual, principal alvo dos protestos da imensa maioria dos trabalhadores.

CTB foi destaque na Marcha
Como já era do conhecimento dos organizadores da Marcha o Palácio estava uma vez mais cercado por grades e os trabalhadores não puderam passar.

Mas mesmo impedidos de passar deixaram claro em alto e bom som o descontentamento com o atual governo estadual.



Nem as grades impediram os trabalhadores de deixar recado para Rosean
Na avaliação dos trabalhadores Roseana Sarney governa de costas para a sociedade e os governos dela tem sido uma marca a falta de diálogo com os sindicatos e movimento social.

Mais tarde mais detalhes aqui no Blog e mais imagens da manifestação em São Luís.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Sindicato pressiona e sai pagamento dos ex-funcionários da empresa Sentinela

Raposo, Presidente do SINDVIGMA
O Presidente do Sindicato dos Vigilantes do Maranhão, Benedito Raposo, entrou em contato com o Blog para informar aos trabalhadores e trabalhadoras vigilantes do Maranhão que os Alvarás para o pagamento dos direitos trabalhistas aos ex-funcionários da empresa Sentinela já estão sendo liberados.

Estão convocados os que prestavam serviço na Secretaria de Educação do Estado (SEDUC).

Sindicato dos Vigilantes do Maranhão
O trabalhador pode fazer a checagem por ordem alfabética como segue abaixo:
Letras liberadas - A, B, C e D.

Além disso, os trabalhadores devem apresentar os Documentos necessários para ser apresentados como CTPS, RG E CPF,

A agência bancária é a Caixa Econômica Justiça do Trabalho, Areinha, em São Luís/MA.


De acordo com Raposo, “Essa é mais uma vitória conquistada pelo SINDVIGMA em defesa dos direitos dos trabalhadores. É o sindicato com uma nova a ministração voltada para os sócios.”.

Opinião - Adilson Araújo, Presidente Nacional da CTB: "Um golpe contra a classe trabalhadora e o Brasil"

Adilson Araújo é Presidente Nacional da CTB
Completa-se nesta terça-feira, 1º de abril, 50 anos do golpe militar desfechado em 1964 contra o povo e a nação brasileira. Liderados por generais anticomunistas com forte apoio do imperialismo estadunidense, os golpistas derrubaram o governo democrático de João Goulart e instalaram no país um regime militar de viés fascista que condenou o país a 21 anos de obscurantismo, assassinatos e torturas.

É importante compreender que o golpe foi obra da classe dominante brasileira, ou seja, de grandes capitalistas aliados aos latifundiários e comandados pelo imperialismo, empenhados em impedir a concretização das reformas de base defendidas pelo governo Goulart, que incluíam a reforma agrária, tributária, educacional, administrativa e urbana.

A classe trabalhadora foi a principal vítima do golpe. Centenas de líderes operários foram perseguidos, cassados, presos, torturados e assassinados nos porões do regime. Os golpistas promoveram intervenções e invasões em milhares de sindicatos, extinguiram o direito à estabilidade no emprego a pedido do empresariado e das multinacionais e impuseram o arrocho dos salários.

Foi um ataque militar terrorista contra o povo e as organizações sociais. O golpe foi ostensivamente apoiado pelo empresariado, pela mídia golpista e pelo imperialismo, que não obstante, num ato de supremo cinismo, alegavam estar defendendo a democracia burguesa supostamente ameaçada pelo comunismo.

Com muita luta o povo brasileiro reconquistou a democracia. É preciso, porém, não esquecer as lições da história, especialmente agora num momento de crise do imperialismo em que a extrema direita, financiada pelos grandes capitalistas, ganha força em vários países e regiões do mundo.

A democracia depende da união e da força do povo e precisa ser aprofundada no Brasil. Ao lado das forças democráticas e progressistas do Brasil, a CTB defende a revisão da Lei da Anistia para que os autores dos horrendos crimes praticados durante a ditadura sejam identificados, responsabilizados e exemplarmente punidos, de forma a fortalecer a democracia brasileira e fechar as portas à extrema direita e a novas aventuras fascistas.

São Paulo, 31 de março de 2014

Adílson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)

segunda-feira, 31 de março de 2014

Centrais Sindicais vão parar São Luís dia 03 de Abril na 8ª Marcha Estadual da Classe Trabalhadora

Henrique, Guterres, Joel, Nivaldo, Adriana, Frazão e Wender
No Próximo dia 3 de Abril, em São Luís, na Praça Deodoro, a partir das 09:00, as Centrais Sindicais CTB, CUT, CGTB, UGT, Força Sindical, NCST, CSB, FETAEMA, MST e o movimento social maranhense entrarão em campo novamente para protestar.

Trata-se da 8ª Marcha Estadual da Classe Trabalhadora cujo tema é ‘Paz, Segurança e Garantia dos Direitos dos Trabalhadores’.

No Maranhão os trabalhadores exigem paz, segurança, saúde, transporte público de qualidade entre outros pontos.

A mobilização marca a retomada da luta da “Agenda da Classe Trabalhadora”, que reúne as propostas para desenvolver o País e o Maranhão com soberania, democracia e valorização do trabalho, sobretudo considerando a participação dos trabalhadores nas eleições gerais no estado e no País.
Centrais ocupam às ruas de São Luís

“Aqui no Maranhão o governo Roseana Sarney deixou que a violência se instalasse não apenas nos presídios, mas também nas cidades e no campo.”, destacam os sindicalistas.

De acordo com os organizadores da Marcha a ideia é pressionar e cobrar dos governos o andamento da pauta nacional da classe trabalhadora, e destacar reivindicações estaduais que incluem bandeiras como a redução da jornada de trabalho, o fim do fator previdenciário, o fim do projeto que amplia a terceirização, a correção da tabela do IR, reajuste digno para os aposentados, entre outras.

Centrais Sindicais unidas para por o time em campo
Todas essas reivindicações são fundamentais para os trabalhadores do Maranhão e para o País e já foram entregues ao presidente da Câmara e ao Governo Federal restando agora dar seguimento em busca da implantação delas na vida dos brasileiros.

“Até o momento as Centrais não receberam o retorno marcando o ato como um ato para pressionar o governo Federal a dar encaminhamento quanto à pauta apresentada pelas Centrais.”, diz Júlio Guterres, Presidente da CTB no Maranhão e um dos coordenadores da atividade.

domingo, 30 de março de 2014

"A Copa não é do governo. A Copa é do Brasil.", diz Aldo Rebelo em entrevista sensacional ao portal CUT

 Aldo Rebelo entre os presidentes da CUT Nacional, Vagner Freitas,
e da seccional estadual de São Paulo/SP, Adi dos Santos Lima.
Em entrevista exclusiva à CUT, ministro do Esporte destaca os 3,6 milhões empregos gerados pelo evento, garante 90% das obras de mobilidade e diz que minoria não "perdoa Lula por ter trazido a Copa"

Escrito por: Vanilda Oliveira - CUT NACIONAL

Abaixo, a entrevista que o ministro concedeu ao Portal da CUT Nacional, na segunda-feira (10), realizada, a pedido da reportagem, na sede da Central, onde foi recebido pelos presidentes da CUT Nacional, Vagner Freitas, e estadual São Paulo, Adi dos Santos Lima.

CUT Nacional – O sr. tem dito que um dos mais importantes legados da Copa do Mundo para o Brasil é a geração de 3,6 milhões de empregos, número apontado por uma consultoria de mercado (veja mais no link 1 no final da reportagem) no documento “Brasil Sustentável – Impactos Socioeconômicos da Copa do Mundo. Este número é oficial, é o que vale? O governo federal tem este mesmo número?

Ministro do Esporte, Aldo Rebelo – Esse dado integra documento elaborado em conjunto pela consultoria norte-americana Ernst & Young e a Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. É um estudo de mercado e não foi encomendado pelo governo federal nem realizado a nosso pedido. Foi feito para criar referências ao mercado. Além desse número, há também referência ao crescimento do PIB, na qual eles calculam que o evento vai gerar um acréscimo ao PIB brasileiro de 0,4% ao ano até 2019. Há outros números relacionados com arrecadação tributária, investimentos públicos e privados e aponta que para cada um real de investimento público há a contrapartida de quase quatro reais de investimentos privados. O governo não fez um cálculo próprio sobre o número de empregos gerados, apenas trabalha com dados possíveis de serem recolhidos, como o da Apex, que na Copa das Confederações, em 2013, apontou mais de 900 empresas estrangeiras visitando o País durante o torneio.

"Posso afirmar que não há no Brasil nenhuma
atividade cujos empregos gerados estejam
sendo tão fiscalizados do ponto de vista
da correção como os da Copa do Mundo"


CUT Nacional – O sr. não é ministro do Trabalho, mas poderia falar se esses 3,6 milhões de novos postos gerados pelas obras e serviços da Copa do Mundo obedecem ao que é preconizado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) como trabalho decente? Existe a preocupação com o que acontece com o trabalhador nas obras da Copa?

Aldo Rebelo – Existe, sim, a preocupação do governo. Quando a Copa do Mundo veio para o Brasil (decisão foi anunciada em 30 de novembro de 2007), o presidente Lula pediu ao ministro-chefe da CGU Controladoria-Geral da União (Jorge Hage)que o dinheiro aplicado na Copa fosse o mais fiscalizado do País. O Tribunal de Contas da União destinou um ministro para cuidar exclusivamente da Copa do Mundo no Brasil e outro está a cargo exclusivo da Olimpíada. Nenhuma outra atividade no Brasil tem um ministro destacado com exclusividade para acompanhar e controlar um evento. Os empregos gerados pela Copa são os mais fiscalizados pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho). Não conheço nenhuma atividade que tenha provocado a visita pessoal do presidente do TST, à época o ministro Oreste Dalazen, a todos os canteiros de obras de todos os estádios construídos para a Copa. Há um Grupo de Trabalho na OIT (Organização Internacional do Trabalho), da nossa companheira Laís Abramo (coordenadora do escritório do órgão no Brasil), que também acompanha as atividades da Copa. O que eu posso te afirmar é que não há no País nenhum evento cujos empregos gerados foram e estejam sendo tão fiscalizados do ponto de vista da correção, não só por parte do Poder Executivo, mas pelo Judiciário, Ministério Público, Ministério Público do Trabalho. As obras do Maracanã, por exemplo, têm o acompanhamento e controle de 12 órgãos, entre eles os Ministérios Públicos Federal e Estadual. Defensoria Pública, Tribunal de Contas, Delegacia do Trabalho e outros. Pela repercussão internacional desses eventos naturalmente a imprensa, o movimento sindical, a Federação Nacional dos Engenheiros e Arquitetos, todos acompanham. Nós achamos que isso é bom porque a Copa tem de ser um evento não só exemplar do ponto de vista do Esporte, mas da própria transparência das atividades nas obras em todo o País.

CUT Nacional – Ministro, todos esses números podem ser acessados nos portais do governo federal, do Ministério do Esporte, no site oficial da Copa 2014 (veja link 2, abaixo), portal da Transparência. Qualquer pessoa que fizer uma busca no Google encontrará esses e outros dados e também a matriz de responsabilidades da Copa. Quem quiser vai saber que que o dinheiro investido no evento não vem somente dos cofres públicos, mas de várias matrizes como Confederação Brasileira de Futebol, construtoras, iniciativa privada, bancos. Mas o que tem prevalecido é um senso comum e informações divulgadas pela chamada ‘grande mídia’' que destacam notícias sobre protestos, corrupção, desvios, desmandos e tudo isso é quase sempre colocado nas costas do governo federal. Tem como mudar essa percepção? Por que há esse clima pesado e com tanta desinformação em torno de um evento desejado por quase todos os países?

Ministro Aldo Rebelo - Há um principio que foi tornado lei em comunicação citado pelo “Príncipe da Comunicação”, o nazista Joseph Goebbels, de que “uma mentira contada mil vezes torna-se uma verdade”. Alguns órgãos da mídia, infelizmente, acham que isso pode valer para a Copa no Brasil. Acho que não porque não há mil mentiras que repetidas dez mil vezes passem a valer por uma verdade. A Copa é um evento disputado por todo o Mundo. Todos os países desejam sediar um evento como este, como a Olimpíada. Vou citar um caso, o do Japão, que venceu a disputa para sediar a Olimpíada de 2020. O jornal ‘Folha de S.Paulo’fez um editorial publicado em 10 de setembro de 2013, leia integra no link 3, abaixo) que, em resumo, dizia que o significado da Olimpíada para o Japão e que cumpria dois grandes objetivos: o primeiro, a retomada do crescimento de uma economia que há décadas está estagnada e o segundo, que o Japão irá retomar um protagonismo geopolítico na Ásia que vem recebendo sombra muito grande da China. Ou seja, no jornal Folha de S.Paulo, para o Japão uma Olimpíada é fator de desenvolvimento econômico e de projeção de poder geopolítico, mas para nós, Brasil, segundo o mesmo jornal, a Copa, a Olimpíada, representam só um desperdício de dinheiro público, uma fonte de escândalo. Como é que nós podemos aceitar uma coisa dessas?

CUT Nacional – Mas é que isso foi e tem sido disseminado, que está na mídia, na cabeça de boa parte da sociedade.

Aldo Rebelo - A Copa se mantém porque é um evento que, por si só, tem muita força, muito prestigio, que carrega a fantasia do povo. Todo mundo sonha em ver no seu País as principais seleções do mundo. Quem não quer ver aqui no País as seleções do Brasil, Espanha, Itália, Alemanha, Rússia, Argentina, Uruguai, Inglaterra e tantas outras? É um evento que tem muita força.

CUT Nacional– Então o pior inimigo da Copa do Mundo no Brasil, neste momento, é a desinformação crítica divulgada por parte dos chamados ‘grandes meios de comunicação’?

Aldo Rebelo – As pessoas estão buscando outras fontes de informação. O próprio UOL (que é do grupo Folha) teve de publicar as razões para ser a favor da Copa (reportagem ‘Sete argumentos econômicos para defender a Copa do Mundo no Brasil’, íntegra no link4). É porque essas razões, esses argumentos existem e, naturalmente, se não houver um mínimo de contrapartida à desinformação os próprios veículos de comunicação acabarão perdendo credibilidade. Eles vão ser obrigados a fazer um contraponto à campanha negativa que fizeram antes.

CUT Nacional –Então, o sr. acredita que a mídia e o ‘time do contra’ estão começando a voltar atrás na avalanche de críticas que vêm fazendo a tudo que se relaciona à Copa no Brasil?

Aldo Rebelo -A copa do Mundo mais do que a Olimpíada é um evento privado. O governo federal está investindo é em obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), obras de mobilidade urbana já previstas antes da Copa. Nenhuma delas vai ser levada por nenhuma seleção de futebol; nenhum viaduto, nem universidades, nem aeroportos serão levados do Brasil após o evento. A única coisa que poderiam levar é a Taça de campeão e isso não vai acontecer porque essa vai ficar aqui. Não tem dinheiro do Orçamento da União nas obras da Copa. Mas dirão que tem renúncia fiscal. E tem sim, em matéria-prima para construir os estádios. Mas renúncia fiscal é uma política que se pratica em função do interesse público. O Estado brasileiro, o Poder Público faz renúncia fiscal do papel jornal, por exemplo, para obter como benefício mais acesso da população à leitura de um jornal que custe menos. Quando o governo faz renúncia fiscal no setor automobilístico é em troca de empregos, de maior competitividade da indústria. Com os estádios, a renúncia serviu para modernizar a infraestrutura esportiva do nosso País, que é uma necessidade. Não estão sendo construídos estádios só para a Copa.

"Vamos entregar mais de 90% das obras de
mobilidade urbana. São obras para o trabalhador.
A Copa do Mundo foi apenas uma referência para
o governo federal antecipar o início dessas obras"


CUT Nacional –Ministro, este é outro senso comum e fonte de desinformação disseminada sobre a Copa no Brasil: de que estádios como o de Manaus, Cuiabá, Natal vão se tornar elefantes brancos, sem uso, após o campeonato. Como lidar com essa informação negativa, que parece ainda mais forte e disseminada no Sul e Sudeste do País? O que o sr. diz ao trabalhador para mostrar que o dinheiro do imposto que ele paga não foi gasto na construção de estádios e que essas obras não ficarão às moscas após a Copa?

Aldo Rebelo – Primeiro que esses estádios não são apenas campos de futebol. São arenas multiuso, que se destinam a jogos, feiras, congressos, eventos em geral. Veja o caso de Wembley (em Londres), maior estádio da Inglaterra que recebe oito jogos por ano. Estive lá e perguntei como sustentam o estádio, já que não há jogos e me responderam que sobrevive de casamentos, de museus, bares, encontros, feiras, congressos. Aqui no Brasil a lei proibiu a venda de cerveja dentro dos estádios. Em Wembley, o gramado é um detalhe, pois o que mais tem lá são bares (risos). Na Arena de Natal, que é um desses bons exemplos, o espaço interno destinado a lojas é hoje negociado pelo melhor preço da cidade, porque todo mundo quer ter lá uma academia, uma agência bancária, uma farmácia. O local é bonito, centralizado, confortável, seguro, tem estacionamento. Essas arenas multiusos estão destinadas a acolher nas cidades eventos esportivos e não esportivos que se multiplicam no País e não têm mais alternativa. Em São Paulo, por exemplo, não pudemos fazer o centro de mídia da Copa porque o espaço do Anhembi estava ocupado até 2019. O Palmeiras está inaugurando o seu estádio e a busca por espaço para eventos já é grande. Isso não acontece só em São Paulo. Fizemos pesquisa com jornalistas estrangeiros e o terceiro destino turístico mais visado, mais cobiçado na Copa, depois de Rio e São Paulo, é Manaus.

CUT Nacional – O sr. acredita que a Copa do Mundo vai conseguir trazer a democratização do conceito de esporte e de atividade física como essenciais à saúde, essenciais à qualidade de vida da classe trabalhadora? Copa e Olimpíada contribuirão para tornar o Brasil uma potência esportiva, como já ocorreu com outros Países que sediaram esse tipo de evento?

Aldo Rebelo – Fui procurado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, em 2012, para uma cooperação com o Ministério do Esporte na difusão das práticas de atividade físicas e esportivas como formas de saúde. Na ocasião, disse a eles que deviam procurar o Ministério da Saúde e me responderam que Ministério da Saúde lembra doença e o do Esporte é que lembra saúde. Fizemos o acordo e a Sociedade Brasileira de Cardiologia vai produzir informações para serem difundidas por secretarias, ministérios como forma de estimular a prática esportiva voltada à saúde.

CUT Nacional - E o que mais o governo, o seu ministério está fazendo nesta área?

Aldo Rebelo - O governo federal está construindo cinco mil quadras esportivas e cobrindo cinco mil quadras em escolas públicas. Já selecionamos 260 centros de iniciação ao esporte, que são equipamentos para prática de até três modalidades – de alto nível, de esporte de lazer, e educacional. Achamos que o esporte é um elemento importante da democratização da vida do País.

CUT Nacional – Mas ministro, para o trabalhador poder chegar a um espaço, a um centro esportivo ele precisa ficar menos tempo no trânsito quando vai ou sai do local de trabalho. Entra aí a questão da mobilidade urbana. O sr. declarou que as obras em andamento para a Copa já faziam parte de um projeto que nada tem a ver com esse evento. Como estão, de verdade, as obras de mobilidade, uma preocupação e item da pauta de reivindicações da CUT à classe trabalhadora?

Aldo Rebelo – No Ministério do Esporte, a primeira obra de mobilidade que inaugurei foi em dezembro de 2011, em Belo Horizonte (MG). De lá para cá, essas obras não pararam de ser executadas. A cidade de Cuiabá (MT) será outra quando terminar a Copa do Mundo.

CUT Nacional – Em uma escala de zero a dez, o sr. diria que essas obras de mobilidade urbana estão em que nível?

Aldo Rebelo - Das obras que constam da matriz de responsabilidade (link 6), nós vamos entregar mais de 90%. E obras inclusive que nenhuma seleção e, provavelmente, nenhum turista da Copa vai utilizar, como a ligação da Jacu-Pêssego-Radial Leste. São obras para o trabalhador. A Copa do Mundo foi apenas uma referência para o governo federal antecipar essas obras de mobilidade urbana.

CUT Nacional – Como essas obras mudarão a cara dessas grandes cidades? Ainda vai faltará muito para a mobilidade urbana melhorar no Brasil?

Aldo Rebelo – No caso de Cuiabá, por exemplo, o prefeito (Mauro Mendes)disse que a Copa antecipou pelo menos em 30 anos a construção do VLT - Veículo Leve sobre Trilhos. Tem o metrô de Fortaleza. Essa ligação da Jacu-Pêssego; a FATEC em Itaquera, que recebeu investimentos dos governos federal, estadual e municipal. Itaquera, que é o bairro com menor IDH de São Paulo, mudou. E isso ocorreu em todo o Brasil. O impacto da Copa do Mundo vai além do emprego que será gerado, da afirmação do País como destino de investimentos do mundo todo.

"No editorial da Folha de S.Paulo, uma Olimpíada no
Japão é fator de desenvolvimento e poder geopolítico.
No Brasil, segundo esse mesmo jornal, é desperdício
de dinheiro público e fonte de escândalo"


CUT Nacional –Sobre manifestações, ministro, o sr. teme que ocorram protestos contra a realização da Copa ainda antes e durante o evento ou brasileiro vai ceder à paixão pelo futebol?

Aldo Rebelo - Contra a Copa, não acredito. Manifestações para melhorar o transporte coletivo, a educação, a saúde, a segurança pública são protegidas pela Constituição Federal.

CUT Nacional – Mas eventuais manifestações e protestos, se ocorrerem, não poderão ser instrumentalizados politicamente por críticos ao governo federal e à realização da Copa no Brasil?

Aldo Rebelo – Não creio que (opositores) terão coragem nem que eles queiram correr o risco de deixar todo o êxito da Copa nas mãos do governo federal. Claro que há os desesperados, mas acho que se ocorrerem manifestações vai ser coisa isolada. Na última, em São Paulo, a polícia teve de proteger manifestantes. Em Manaus, tentaram convocar e não obtiveram êxito. Não acredito em manifestação contra a Copa, acho que isso não tem muita possibilidade de prosperar. Em defesa de reivindicações sociais, elas podem ocorrer antes, durante e depois da Copa, mas serão manifestações de outra natureza.
CUT Nacional - O sr. disse que política não tem a ver com futebol, com a Copa e vice versa. O atraso nas obras da Arena da Baixada, em Curitiba, por exemplo, chegou a ser atribuído, equivocadamente, ao governo federal - a obra é privada e sob responsabilidade do clube Atlético-PR. Foi atraso mesmo ou uma questão política, uma espécie de boicote de governos estadual e municipal que são de oposição ao Federal?
Aldo Rebelo – A questão da Arena da Baixada não foi política. Houve um problema na gestão da obra. O governo federal procurou ajudar como mediador, construindo um caminho que ajudasse na retomada das obras da arena. A Copa não é um empreendimento do governo federal, a Copa é do País. Aqui em São Paulo, ela é dos três governos (federal, estadual e municipal), é do construtor. No caso da Arena de Itaquera, que é privada, é do Corinthians.

"Há uma minoria que não perdoou o fato de a Copa
ter sido trazido para o Brasil pelo Lula. Isso é parte da
agenda anti-Lula, que continua. Esse homem não
vai ser perdoado nunca. Ele trouxe a Copa, a Olimpíada"


CUT Nacional - O sr. acredita que a maioria do povo brasileiro tem essa visão, esse tipo de informação, de discernimento?

Aldo Rebelo – Tem sim. Há uma minoria que age por razões políticas e ideológicas. Uma minoria, e vamos dizer a verdade, que não perdoou o fato de a Copa do Mundo ter sido trazida para o Brasil pelo Lula. Isso é parte da agenda anti-Lula, que continua. Esse homem não vai ser perdoado nunca. Ele trouxe a Copa, trouxe a Olimpíada, os dois maiores eventos do Planeta. A China planeja levar uma Copa para lá daqui a 40 anos. A França, e até fui convidado para um debate lá - se organiza e faz um esforço de Estado para sediar a Olimpíada de 2024. E o Brasil traz uma em seguida da outra. Tem gente que não perdoa. Por isso, a gente precisa ter paciência, persistência e fazer o que é certo para preparar e organizar esses dois eventos da melhor forma possível. O Brasil vai fazer uma Copa à altura das melhores expectativas. Eu costumo dizer o seguinte: temos muito orgulho da Copa e da Olimpíada. E vamos caprichar para fazer a melhor Copa do Mundo, mas o Brasil já fez coisas mais importantes que esses dois eventos.

CUT Nacional – Vai ser a Copa das Copas, como disse a presidenta Dilma Rousseff em discurso recente?

Aldo Rebelo - Nós somos o único país que participou de todas as edições da Copa do Mundo. Somos o único país a ganhar cinco títulos em 19 edições. Temos o maior astro das copas, que é o jogador que ganhou três, o Pelé; temos o maior artilheiro de todas as copas, o Ronaldo; somos um país onde o futebol, além de esporte, é uma plataforma de identidade nacional, a primeira grande plataforma de inclusão social de um país desigual. A primeira celebridade negra e pobre do Brasil foi dada pelo futebol, quando os pobres e negros não tinham acesso a nada. Por que o futebol é tão forte no Brasil, sendo uma instituição que se formou à margem do Estado e do mercado? Quando olhamos para uma sociedade como a nossa tudo que existe ou tem a força do Estado ou a força do Mercado. Quando o Estado chegou ao futebol, com Getúlio Vargas, em 1940, o futebol já era uma instituição consolidada. O mercado é uma presença ainda mais recente. O futebol para nós é essa instituição querida pelo povo, por essa razão é que a campanha contra a Copa é fadada ao fracasso, porque o futebol é muito forte, mesmo com suas contradições, com suas deformidades. Você vai a uma aldeia indígena e não encontra nada que lembre uma sociedade urbana, mas vê índios com camisas do Palmeiras, do Corinthians, do Vasco, do São Paulo, do Cruzeiro, de todos os times de futebol do Brasil. A Espanha tem clubes regionais: Catalunha, País Basco, Bilbao - e não há como imaginar alguém da Catalunha, do Barcelona, torcendo pelo Real Madri. Aqui no Brasil é diferente, e isso é que dá ao mundo inteiro a ideia de que nós podemos fazer a Copa das Copas. Vamos fazer, como disse a presidenta Dilma, a Copa das Copas.

CUT Nacional – No Brasil, a TV é monopolizada e controlada por poucas empresas familiares que decidem, por força dos patrocinadores, qual é o horário em que o torcedor vai assistir o seu time jogar, se antes ou depois da novela das nove (a CUT luta pela democratização dos meios de comunicação). Tem o preço alto dos ingressos, a dificuldade de acesso aos estádios. Tudo isso não tira um pouco o brilho do que o sr. acabou de falar sobre a instituição futebol?

Aldo Rebelo – Essa é uma relação que hoje o futebol tem com o mercado. O futebol tornou-se uma fonte importante para detentores dos meios de transmissão, patrocinadores. Mas não podemos ter uma visão unilateral das coisas. A presença desses patrocinadores ajudou a melhorar o salário dos jogadores, a renda dos clubes, mas, ao mesmo tempo, também traz um risco inerente da mercantilização de qualquer relação social. A relação do torcedor com seu clube é uma relação de paixão, de afeto, não é de consumidor, de alguém que vai receber algo em troca. Quando o patrocínio entra, isso cria na cabeça do torcedor uma ambiguidade, porque para o patrocinador o futebol e o clube são um produto, mas para o torcedor é algo afetivo.

CUT Nacional – Então, ministro, o que pode ser feito por um esporte nacional tão adorado pela população e que promete trazer esse legado para o Brasil por meio da Copa?

Aldo Rebelo - Nós temos debatido desde o calendário, complicado porque há excessos e, ao mesmo tempo, tem a maior parte com ausência de calendário, jogadores que ficam três meses sem jogar ou jogam uma série e acabam desempregado. Esses são dilemas que precisamos enfrentar.

CUT Nacional – Ministro (que na sequência se reuniria com o Bom Senso Futebol Clube),qual é a previsão do pódio da Copa do Mundo no Brasil? E o seu Palmeiras?

Aldo Rebelo – Brasil (1º), Alemanha (2º), depois pode vir Itália, Argentina. O Palmeiras. O mínimo que nós queremos este ano...ah! não pode ser Libertadores, né?

Fonte: http://www.cut.org.br/destaques/24202/a-copa-nao-e-do-governo-a-copa-e-do-brasil-e-dos-trabalhadores

quinta-feira, 27 de março de 2014

Federação Única dos Petroleiros acusa PSDB, DEM e grandes empresas de comunicação de retomar tática eleitoral que visa privatização da Petrobras

Trabalhadores petroleiros entram na briga em defesa da PETROBRAS
Posicionamento da Direção Colegiada da FUP sobre tentativa da oposição de instalar uma CPI para fazer disputa eleitoral através da Petrobrás:



Mais uma vez, a Petrobrás volta a ser palanque de disputas políticas em ano eleitoral. Foi assim no governo Lula, foi assim em 2010 e não seria diferente esse ano, quando as pesquisas eleitorais refletem o apoio popular ao governo Dilma. Tensionada, a oposição, em conluio com a velha mídia, mira na Petrobrás para tentar desmoralizar a gestão pública da maior empresa brasileira.

Os mesmos PSDB e DEM, que quando governaram o país fizeram de tudo para privatizar a Petrobrás, trazem de volta à cena política antigas denúncias sobre refinarias adquiridas pela empresa no exterior e tornam a atacar as que estão em fase final de construção no Brasil. Quem acompanha a nossa indústria de petróleo sabe da urgência de reestruturação do parque de refino da Petrobrás, que, durante o governo do PSDB/DEM, foi sucateado e estagnado, assim como os demais setores da empresa.

Quando exercia o papel de governista (dos anos 90 até 2002), a oposição demo-tucana quebrou o monopólio estatal da Petrobrás, escancarou a terceirização, privatizou alguns setores e unidades da empresa, reduziu drasticamente os efetivos próprios, estagnou investimentos em exploração, produção e refino e ainda tentou mudar o nome da Petrobrás para Petrobrax. Foi nessa época que a empresa protagonizou alguns dos maiores acidentes ambientais do país e o afundamento da P-36.

São os mesmos neoliberais que insistem em atacar a gestão estatal que desde 2003 iniciou o processo que fará da Petrobrás uma empresa verdadeiramente pública e voltada para os interesses nacionais.

Vamos aos fatos: em 2002, a Petrobrás valia R$ 30 bilhões, sua receita era de R$ 69,2 bilhões, o lucro líquido de R$ 8,1 bilhões e os investimentos não passavam de R$ 18,9 bilhões. Uma década depois, em 2012, o valor de mercado da Petrobrás passou a ser de R$ 260 bilhões, a receita subiu para R$ 281,3 bilhões, o lucro líquido para R$ 21,1 bilhão e os investimentos foram multiplicados para R$ 84,1 bilhão.

Antes do governo Lula, a Petrobrás contava em 2002 com um efetivo de 46 mil trabalhadores próprios, produzia 1 bilhão e 500 mil barris de petróleo por dia e tinha uma reserva provada de 11 bilhões de barris de óleo. Após o governo Lula, em 2012, a Petrobrás quase que dobrou o seu efetivo para 85 mil trabalhadores, passou a produzir 2 bilhões de barris de óleo por dia e aumentou a reserva provada para 15,7 bilhões de barris de petróleo.

Apesar da crise econômica internacional e da metralhadora giratória da mídia partidária da oposição, a Petrobrás descobriu uma nova fronteira petrolífera, passou a produzir no pré-sal e caminha a passos largos para se tornar uma das maiores gigantes de energia do planeta. Não aceitamos, portanto, que esse processo seja estancado por grupos políticos que no passado tentaram privatizar a empresa e hoje, fortalecidos por novos aliados, continuam com o mesmo propósito.

Se confirmados erros e irregularidades na gestão da Petrobrás, exigiremos que sejam devidamente apurados pelos órgãos de controle do Estado e pela Justiça. A FUP e seus sindicatos acompanharão de perto esse processo, cobrando transparência na investigação e responsabilização de qualquer desvio que possa ter ocorrido. No entanto, não permitiremos que sangrem a Petrobrás em um ringue de disputas políticas partidárias eleitorais, como querem os defensores da CPI. Reagiremos à altura contra qualquer retrocesso que possa ser imposto à maior empresa brasileira, alavanca do desenvolvimento do país.

Direção Colegiada da Federação Única dos Petroleiros
Rio de Janeiro, 25 de março de 2014

Prefeitura de São Luís continua diálogo com servidores e recebe sindicatos

Secretários apresentaram esclarecimentos
sobre as reivindicações entregues pelos sindicalistas
A Prefeitura de São Luís realizou na quarta-feira (26) reunião na sede Secretaria de Fazenda (Semfaz), no Bairro de Fátima, com os representantes das entidades sindicais que representam o funcionalismo público municipal para debater as reivindicações trabalhistas apresentadas este ano.

Alguns encaminhamentos foram anunciados e uma nova reunião foi marcada para o dia 15 de abril com o objetivo de aprofundar a discussão sobre reajuste salarial e data-base.

“A orientação do prefeito Edivaldo Holanda Júnior é pe o diálogo e nós apresentamos respostas às reivindicações entregues na última reunião no dia 12. O prefeito tem o interesse pela valorização do servidor, embora nesse momento a gestão esteja impossibilitada de garantir maiores benefícios financeiros por conta do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”, esclareceu a secretária de Administração, Mittyz Rodrigues.

Entre os pontos que receberam encaminhamentos imediatos pela administração estão a regularização do vale transporte, inexigibilidade de senha para que os servidores municipais realizem o processo de afiliação sindical e direcionamento sobre os trâmites para garantia do plano de saúde.

“Ficou para o dia 15 de abril informar uma perspectiva de reajuste para a categoria porque hoje não temos como fornecer informações orçamentárias mais seguras que apontem um percentual”, disse Mittyz Rodrigues. Ela e a secretária de Fazenda, Sueli Bedê, explicaram que a projeção de qualquer valor precisa respeitar o limite da LRF e que os dados dos meses de janeiro e fevereiro são insuficientes para garantir uma previsão.

A titular da Secretaria de Fazenda explicou aos presentes que a pasta está buscando soluções para o problema, como o aumento da receita através das ações do Refaz, para negociação de débitos com a Prefeitura; correção e atualização dos valores do IPTU; e regularização do ITBI. “Encontramos a Fazenda bastante desestruturada no ano passado e buscamos nos reestruturar e garantir as condições para fazermos a cobrança dos tributos e melhorar a arrecadação do município”, destacou.

O presidente do Sindicato dos Guardas Municipais (Sigmema), Weber Henrique, afirmou que todos os representantes sindicais estão empenhados no diálogo para garantir melhores condições aos servidores. “Em relação à discussão sobre assuntos como plano de saúde, afiliação aos sindicatos, vale-transporte, tivemos avanços. Quanto à data-base e reajuste esperamos o dia 15 quando a Prefeitura afirmou que terá dados mais concretos para apresentar aos servidores”, comentou.

Ao todo 14 pontos de reivindicação foram esclarecidos durante a reunião desta quarta-feira. A maioria está ligada diretamente a revisão e atualização do Plano de Cargos Carreiras e Vencimentos que será discutido através de comissão com representantes da Prefeitura e dos sindicatos para que seja enviado futuramente à Câmara de Vereadores. As pautas foram unificadas em Fórum realizado pelo Sindeducação, Sindfisma, Sinfusp, Sindacs, Assimu, Seema, Assemu, Sintransito e Sigmema-Sigmu.

Também estiveram presentes na reunião o secretário municipal José Cursino Moreira (Planejamento); o controlador-geral do Município, Délcio Rodrigues; o assessor jurídico da Procuradoria-Geral do Município, Gutemberg Braga; a presidente do Instituto de Previdência e Assistência do Município, Carolina Estrela; os secretários adjuntos Milton Calado (Governo) e Fábia Alves (Gestão de Pessoas da Semad), além dos assessores de Relações Sindicais da Semad, Adolfo Testi e José Murilo de Souza Júnior.

Fonte: Prefeitura de São Luís

Após receber denúncia de que trabalhadores vigilantes estariam 'vigiando' presos SINDVIGMA reune com Uchoa para cobrar informações

Raposo e Pavão: preocupados com vigilantes dos presídios do Maranhão
Preocupado com a situação dos Vigilantes nos impostos de serviço nas Penitenciárias do Maranhão, o presidente do Sindicato dos Vigilantes do Maranhão, Benedito Raposo, acompanhado do seu Vice, Daniel Pavão reuniram-se com o Secretário de Justiça e Administração Penitenciária do Estado, Delegado Sebastião Uchôa.

A reunião aconteceu ontem (26) na própria sede da SEJAP, em São Luís.

Raposo levou para o Secretário Uchôa a preocupação do SINDVIGMA com as condições de trabalho dos vigilantes que estão nas penitenciárias.

De acordo com Raposo “Informações que chegam ao Sindicato dizem que os companheiros e companheiras estariam realizando todo tipo de serviço inclusive o de vigiar presos.”.

De posse das informações e sabendo que vigiar preso não é função do profissional vigilante, Raposo solicitou ao Secretário dados sobre o funcionamento e a rotina dos trabalhadores nas Penitenciárias do Estado.

Os dirigentes do SINDVIGMA ouviram do Secretário a garantia de empenho da Secretaria em melhorar as condições trabalho dos profissionais da área.

Ao término da Reunião ficou acertado novo encontro para os próximos dias com as presenças do SINDVIGMA, dos representantes da empresa de segurança privada Atlântica e a SEJAP.

“Estamos de olho na situação dos trabalhadores vigilantes que trabalham nos presídios.”., alertou Benedito Raposo.