segunda-feira, 28 de abril de 2014

Vigilantes do Maranhão seguem em Campanha Salarial para ampliar direitos e garantir conquistas

Vigilantes em Assembleia lado a lado com o Sindicato
O Sindicato dos Vigilantes do Maranhão realizou hoje (28) Assembleia Geral da categoria para definir passos sobre a parte econômica contida na negociação da Campanha Salarial 2014 dos Vigilantes.

A Assembleia autorizou o Sindicato a negociar com o patronal o percentual de 12% sobre o salário base e aumento para R$ 14,00 no ‘tíquet’ alimentação.

A categoria aprovou ainda a intenção do Sindicato em garantir na negociação o Plano de Saúde para os trabalhadores.

Na última reunião anterior com a patronal foi oferecido o percentual de apenas 6,30% sobre o salario e um aumento de apenas R$ 0,50 centavos no ‘tíquet’ alimentação.

“Não aceitamos a proposta dos patrões, pois achamos que não corresponde à expectativa dos trabalhadores. Vamos buscar uma negociação mais justa ao lado da categoria.”, disse Raposo, Presidente do SINDVIGMA.

De acordo com Raposo o Sindicato após consulta aos associados levará agora a proposta para a Mesa de Negociação.

Próxima rodada

Já está marcada para a próxima quarta-feira (30) nova rodada de negociação com os patrões, às 10:00 horas, na Sede do sindicato patronal.

Em seguida o SINDVIGMA já convocou Assembleia com os trabalhadores para o dia 02 de Maio (Sexta Feira), às 08:00 horas, na sede administrativa do sindicato, na rua dos afogados, nº 846, centro de São Luís/ MA, para deliberar sobre a contra propopsta dos empresários.

Flávio Dino se une ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Luís contra a maldade das 500 demissões na ALUMAR

José Maria Araújo, do SINDMETAL
O Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Luís, José Maria Araújo, recebeu com muita alegria o apoio do Advogado, Professor e pré-candidato ao governo do Maranhão pelo PCdoB, Flávio Dino, na luta contra as mais de 500 demissões que a multinacional ALUMAR/ALCOA deseja fazer contra centenas de trabalhadores metalúrgicos do maranhão.

Flávio reuniu-se com a Direção do SINDMETAL para tratar o assunto na Sede do Sindicato e saiu ainda mais convicto de que o problema é grave e merece a atenção das autoridades maranhenses e brasileiras.

Em busca de apoios o SINDMETAL denuncia que até o momento o Governo do Maranhão, responsável pela política industrial a ser aplicada no estado não moveu um ‘fio de palha’ para ajudar a encontrar uma saída para o problema e evitar as demissões dos maranhenses.

Aliás, acerca disso, os metalúrgicos chamaram a atenção de Flávio Dino quanto à coincidência do ex-funcionário da ALUMAR/ALCOA, Maurício Macedo ser exatamente o Secretário de Estado da Indústria e desenvolvimento e que por isso mesmo não teria nenhum interesse em tomar qualquer tipo de iniciativa para impedir a maldade da ALUMAR contra os trabalhadores e suas famílias.

A Assembleia Legislativa do Maranhão é outro exemplo de omissão pois não se manifesta sobre o assunto der forma alguma a não ser por meio do discurso duro já pronunciado pelo Deputado comunista Rubens Jr na Tribuna da Casa.

Os trabalhadores devem nos próximos dias reforçar os apoios em diferentes frentes incluindo aqui os Deputados estaduais e também a bancada federal do Maranhão para que o assunto seja levado ao conhecimento da Câmara Federal.

José Maria Araújo, Presidente do SINDMETAL, disse que deve enviar ofícios com informações sobre o caso aos deputados estaduais e federais e espera "que eles nos ajudem afinal são maranhenses que poderão ser prejudicados caso não seja barrada a sanha da multinacional em demitir trabalhadores.”.

Dino: "Estamos solidários aos trabalhadores mas sobretudo à economia maranhense."
Em entrevista coletiva à imprensa Flávio Dino disse que não admitiria em hipótese alguma a demissão de trabalhadores e a desativação de linhas de produção.

Dino afirmou solidariedade aos trabalhadores e ao mesmo tempo à “economia maranhense”: “É algo muito grave essa situação. Estamos solidários aos trabalhadores mas sobretudo à economia maranhense. A redução do funcionamento de linhas de produção de uma empresa tão importante, de um ramo econômico importante venha a ocorrer com impactos sociais e econômicos para o Maranhão significa dizer que nós estamos num certo sentido caminhando para trás e precisamos caminhar para frente com políticas industriais ofensivas e que garanta o emprego dos maranhenses e que garanta os investimentos.”.

“Flávio Dino sempre esteve ao lado dos trabalhadores e dos menos favorecidos, foi também advogado de sindicatos e conhece muito bem a nossa luta. Agradecemos muito a presença dele em nossa defesa e solidariedade aos trabalhadores e ao sindicato.”, afirmou José Maria Araújo.

sábado, 26 de abril de 2014

MTE modifica regras para concessão e alteração do código sindical

Todos os procedimentos referentes à concessão, alteração ou cancelamento do código sindical não serão mais realizados pela Caixa Econômica Federal e sim diretamente pelo Ministério do Trabalho e Emprego. As novas regras estão vigor desde março e valem para todas as alterações e geração de código sindical que ainda não foram realizadas pela Caixa, independente da data de validação dos pedidos de atualização no Cadastro Nacional de Entidades Sindicais (CNES).

Segundo Jacy Afonso, secretário Nacional de Organização da CUT, as entidades que solicitarem a geração do código sindical terão de abrir primeiro uma conta corrente na Caixa para os depósitos da contribuição sindical e depois informar os dados da agência e conta-corrente junto ao protocolo da SD (Solicitação de Dados Perenes) de filiação diretamente no MTE. “Antes o procedimento era o inverso. Com o protocolo do MTE em mãos, as entidades sindicais iam às agências da Caixa abrir a conta. Agora as entidades precisam ficar atentas, pois o processo inverteu”, explicou.

Após a validação de SD de filiação e havendo pedido da entidade sindical para a geração ou alteração do código sindical, o MTE gerará o código e remeterá à Caixa as informações do novo código, agência e conta-corrente à qual a entidade estará vinculada.

É importante ressaltar que somente as entidades que ainda não possuem código sindical junto à Caixa é quem devem indicar no processo de SD o pedido de geração de código sindical, informando o número da agência e da conta-corrente. As entidades que já possuem código e só pretendem alterar a filiação à federação, confederação ou central não há a necessidade dessa informação, pois já possuem a conta-corrente aberta. Para esses casos, precisam somente fazer nova SD de filiação e o MTE irá alterar automaticamente o código sindical.

De acordo com a Secretaria de Relações do Trabalho do MTE, como a informação da conta-corrente para emissão do código consta apenas no protocolo enviado ao MTE, a geração do código sindical se dará quando esse processo tramitar da Superintendência Regional do Trabalho no estado para a Secretaria de Relações do Trabalho, em Brasília. Para agilizar o processo enquanto a informação da conta não é atualizada no CNES, o ideal, segundo a SRT, é que a entidade sindical envie cópia digitalizada do pedido de geração de código sindical para o e-mail atendimento.srt@mte.gov.br.

Outra determinação que entrará em vigor é a obrigatoriedade de informar os responsáveis pela conta da contribuição sindical. Entretanto, enquanto esta informação não é atualizada no sistema, a SRT recomenda que no ofício de pedido de código sindical a entidade informe quais são os dirigentes cadastrados no CNES que responderão pela conta da contribuição sindical.

A entidade saberá das alterações ou criação do código sindical ao entrar no CNES. A informação está na parte superior direita do extrato, acima da razão social da entidade.

Suspensão do código – Conforme as regras da Portaria nº 186/2014, as entidades sindicais precisam informar o novo quadro de dirigentes quando o mandato da diretoria vencer. Caso as entidades não atualizem as informações em até 120 dias, o código sindical será suspenso.

Para Jacy Afonso, é fundamental que os sindicatos, federações e confederações cutistas fiquem atentos às novas regras para não correrem o risco de terem seus códigos suspendidos por falta de informação.

Em caso de dúvidas, é possível entrar em contato diretamente com a central de atendimento da SRT por meio do sistema ouvidor do Ministério do Trabalho e Emprego, no endereço:http://portal.mte.gov.br/cnes/atendimento-da-secretaria-de-relacoes-do-trabalho.htm.


Fonte: CUT

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Professores e professoras marcham pelas ruas de São Luís no segundo dia de paralisação

Professores saem às ruas de São Luís
O Sindicato dos Profissionais da Rede de Ensino de São Luís, SINDEDUCAÇÃO, realizaram hoje (25) o segundo dia de paralisação de advertência nas escolas da capital.

Centenas de professores e professores saíram uma vez mais às ruas com faixas, bandeiras, e palavras de ordem reivindicando a implantação de Diretos garantidos no Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos e que até o momento ainda não foram efetivados na vida funcional dos profissionais do magistério da Rede.

SINDEDUCAÇÃO lidera a paralisação
Os trabalhadores marcharam pelas ruas de São Luís e se dirigiram até a Sede da Secretaria Municipal de Educação (SEMED) com o intuito de serem recebidos pelo Secretário Geraldo Castro.

Em frente à Secretaria os professores liderados pelo SINDEDUCAÇÃO fizeram um Ato com várias falas criticando a falta de estrutura nas escolas, a lentidão no andamento dos processos que prejudicam direitos dos trabalhadores e também situações que levam ao achatamento dos salários da educação.

Professores fecharam a rua em frente à SEMED
Uma Comissão composta por representantes do Sindicato e membros de escolas da Zona Rural, Cidade Olímpica, Área Itaqui Bacanga e Pedrinhas foi recebida pelo Secretário Geraldo Castro.

Geraldo Castro ouviu atentamente os reclames dos trabalhadores e em seguida recebeu Documento das mãos da Presidente do SINDEDUCAÇÃO, Professora Elizabeth Castelo Branco, contendo as reinvindicações da categoria e ainda a reafirmação do prazo estabelecido até as 18:00 de hoje (25) com a proposta de implantação dos direitos estatutários dos educadores.

Ao mesmo tempo, foi apresentado oficialmente a data de 5 de Maio como prazo limite para a reapresentação de proposta de reajuste salarial para a educação, momento em que define-se a Data Base dos servidores de São Luís e também da educação.

Reunião com Geraldo Castro
O Secretário Geraldo Castro disse que “pactuamos na Mesa de Negociação que hoje a tarde (18:00) que enviaremos um documento sobre a nossa posição sobre a implantação de direitos e assim o faremos em respeito à categoria e ao movimento e sabedores das responsabilidades que os professores tem com nossas escolas e nossas crianças e adolescentes.

Sobre o reajuste o Secretário afirmou que “estamos numa Mesa Setorial e iremos até a Data Base dos professores concluir essa negociação.”.

Geraldo Castro deixou claro ainda que não iria detalhar a nova proposta da prefeitura “por se tratar de uma posição de governo”, mas que no momento certo será apresentada aos trabalhadores e ao sindicato.

Professora Elizabeth: "respeitem os profissionais de educação"
Terminada a reunião os profissionais lado a lado com a direção do Sindicato continuaram a marcha pelas ruas de São Luís e seguiram até a Prefeitura para protocolar o Documento também junto ao Gabinete do Prefeito Edvaldo Holanda Jr.

De acordo com a Presidente do SINDEDUCAÇÃO, Elizabeth Castelo Branco, “Hoje finaliza o tempo para a resposta da Secretaria quanto à implantação dos nossos direitos e dia 5 de maio do nosso reajuste. Se não houver uma posição nós vamos constuir juntos com a categoria uma saída para o problema para que respeitem os profissionais de educação de São Luís.”.

Fonte: SINDEDUCAÇÃO

quarta-feira, 23 de abril de 2014

SINPROESEMMA abre inscrições para o Seminário da Saúde do Trabalhador em Educação


Cartaz do evento
A Secretaria de Saúde do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (SINPROESEMMA) realizará, no próximo dia 24 (quinta-feira), no auditório do Sindicato, no Centro, o Seminário da Saúde do Trabalhador em Educação. As atividades fazem parte do Dia Mundial da Voz, comemorada no dia 16 de abril, e buscam alertar, além do debate sobre a voz, as doenças no ambiente de trabalho.

Nas edições anteriores, o SINPROESEMMA promovia as atividades da Semana Nacional da Voz na forma de visitas a escolas públicas e privadas, porém, neste ano, a vice-presidente do sindicato, Benedita Costa, pretende trazer a categoria para participar de um seminário dentro do sindicato.

Na programação, elaborada pela Secretaria de Saúde do SINPROESEMMA, está prevista a distribuição de material informativo aos participantes e a oferta de palestras com profissionais da área de fonoaudiologia do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest/MA).

LINK PARA INSCRIÇÃO:

https://docs.google.com/forms/d/1DE1qpHbn5taJiZBaf-_TP5d4BYOK2PRkQ4bi3MVjuEM/viewform?edit_requested=true

O encontro tem como carro chefe a preocupação com a saúde da voz, principal instrumento de trabalho dos professores. Na ocasião, serão apresentados exercícios básicos para manter a voz em dia e mudanças na alimentação que podem melhorar a utilização da voz.

O encontro também vai abordar o contexto da saúde do trabalhador, a fim de chama atenção dos educadores para a notificação de casos nos quais o trabalho está associado diretamente à doença. “Muitas vezes, o educador não sabe fazer a relação do problema de saúde com o seu trabalho”, afirma Benedita Costa, lembrando que este é o principal fator que prejudica a identificação dos problemas no ambiente de trabalho, gerando problemas para o afastamento.

As inscrições podem ser realizadas pela internet, mediante o preenchimento do formulário com nome, escola e endereço de telefone e outros itens. Vale lembrar que a participação é limitada, ou seja, os trabalhadores que desejam participar devem fazer a inscrição.

Fonte: SINPROESEMMA

terça-feira, 22 de abril de 2014

Comissão Especial da Câmara aprova texto-base do Plano Nacional de Educação

A comissão especial que analisa o Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10) aprovou há pouco o texto-base da proposta. Os deputados também aprovaram a emenda que rejeitou a redação da Câmara para o artigo 2º do plano, que trata da superação das desigualdades educacionais.

Pelo texto anteriormente aprovado pela Câmara, as escolas teriam de promover as igualdades racial, regional, de gênero e de orientação sexual. Já pela redação do Senado, os colégios precisam combater todo tipo de discriminação.

Segundo o deputado Izalci (PSDB-DF), autor da emenda aprovada, o texto aprovado pelos senadores está de acordo com a Constituição e é mais amplo. Por essa razão, disse ele, vai garantir a segurança de um maior número de pessoas.

A votação do projeto terá continuidade amanhã, às 14h30, no Plenário 1. Um dos pontos a serem debatidos é a inclusão de programas como o Pronatec, o Fies e o ProUni no percentual de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) a ser investido em educação pública.

Leia a íntegra da proposta.

Artigo de Flávio Dino: ' Novas instituições para o desenvolvimento '

Por que algumas nações são ricas e outras pobres? No bestseller de economia – Por que as nações fracassam –, Daron Acemoglu e James Robinson constroem uma teoria relevante para responder à questão e demonstram, após 15 anos de pesquisa, que são as instituições políticas e econômicas que estão por trás do êxito ou do insucesso dos povos.
Flávio Dino: "Janela de oportunidades para mudar esse estado de coisas"

Na base desse raciocínio, o desenvolvimento só será virtuoso se tais instituições deixarem de ser
parasitárias, e puderem resistir às tentativas das elites de reforçar seu próprio poder, em proveito apenas de uma pequena minoria. Acemoglu e Robinson poderiam ter usado o Maranhão como exemplo para suas teses.

O Estado possui enormes disparidades, fruto da má distribuição de riquezas, do acesso desigual aos serviços públicos e aos bens de uso comum, como os recursos naturais. E vive o desafio de ser potencialmente rico e ter os piores indicadores sociais do Brasil.

Não é preciso perder tempo com explicações absurdas que atribuem à cultura ou mesmo à geografia as razões de tal atraso social. O Maranhão é pobre porque seus cidadãos são ainda hoje privados de instituições políticas capazes de gerar incentivos básicos para garantir o desenvolvimento.

Enquanto o Brasil consolidou o seu sistema democrático de governo, capaz de garantir a alternância de poder e resultados econômicos positivos, no Maranhão o poder político continua concentrado nas mãos de uma elite que não tem interesse em assegurar direitos básicos da população e não investe na prestação de serviços públicos capazes de fomentar o progresso do Estado: 39,5% da população vive com menos de R$ 140,00 por mês, o pior resultado do país nesse indicador.

Serviços básicos, como o acesso regular à água tratada, não estão acessíveis para mais de 3 milhões de maranhenses e apenas 7,6% dos domicílios do Estado têm ligação com a rede geral de esgoto.

Uma das consequências diretas da falta de saneamento é a alta mortalidade infantil, quase o dobro da média nacional. E, infelizmente, poderíamos continuar indefinidamente a elencar números escandalosos, reveladores de dores e sofrimentos irreparáveis.

É possível reverter essa realidade. Temos muitas vantagens comparativas: a abundância e diversidade dos recursos naturais, com destaque para a água; a localização estratégica; energia abundante etc. O aumento do comércio mundial pode ser fator real para o desenvolvimento do Estado. Com uma localização privilegiada, o Maranhão está mais próximo dos mercados norte-americano e europeu e, pelo acesso através do canal do Panamá, das importantes economias asiáticas.

Precisamos implantar um novo modelo de desenvolvimento, que olhe inclusive para a formação de um mercado de consumo de massas – por intermédio de atividades como a agricultura, a pecuária, a pesca e a aqüicultura. A estruturação desse mercado interno irá gerar oportunidades mais sólidas de negócios na indústria, no comércio e nos serviços.

Além disso, é preciso criar uma espécie de “rede de inteligência do bem”, rompendo barreiras que hoje limitam o desenvolvimento dos setores mais dinâmicos da economia, que dependem fortemente da inovação, da tecnologia e da capacidade criativa.

Entre outros setores, o turismo deve ser dirigido de forma estratégica e rentável, pois se trata de uma cadeia complexa e de uso intensivo de recursos humanos, isto é, tem aptidão de gerar muitos empregos. O patrimônio cultural do Estado é diferenciado, abrangendo edifícios, artes, comidas, usos e costumes.

O Maranhão tem todas as condições de ter uma economia competitiva, mas requer um governo capaz de conciliar o crescimento com a inclusão econômica e social dos setores mais pobres da população.

O primeiro passo, como sublinhado na obra Por que as nações fracassam, é a transformação das instituições políticas, garantindo o fim do longo domínio de uma elite parasitária cujos únicos interesses são: extrair renda de forma não produtiva e a sustentação do seu próprio poder político.

Há uma janela de oportunidades para mudar esse estado de coisas, atraindo o setor empresarial e as organizações da sociedade civil para participar do esforço de erradicação da pobreza no Maranhão. É hora de conquistarmos instituições do século 21.


Flávio Dino, advogado e professor de Direito Ambiental na Universidade Federal do Maranhão. Foi juiz federal, deputado federal e presidente da EMBRATUR.

sábado, 19 de abril de 2014

CTB participa de formulação da pauta prioritária para votação na Câmara Federal

O presidente da CTB, Adilson Araújo, e o secretário de Política Sindical e Relações Institucionais, Francisco Chagas (Chaguinha), e representantes das demais centrais sindicais (CGTB, CSB, CUT, FS e Nova Central), participaram nesta terça-feira (15) de reunião na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), da Câmara dos Deputados, para discutir a formulação de uma pauta prioritária com projetos de interesse da classe trabalhadora.

Adilson, CTB: "estabilidade e desenvolvimento do País"
Convocada pelo presidente do colegiado, deputado Vicente Cândido (PT-SP), o objetivo é estabelecer um diálogo com os representantes dos trabalhadores e a Bancada Sindical para apresentar um conjunto de matérias para votação do plenário da Casa em maio. A iniciativa é resultado de um entendimento entre as os sindicalistas, os representantes dos trabalhadores na Câmara, e o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para as atividades do mês em que se comemora o Dia do Trabalhador.

“A gente avalia o gesto como positivo. Principalmente por reportar a uma demanda dos trabalhadores. Todos os nossos esforços são no sentido de estabelecer um diálogo com os pressupostos que compõem a agenda dos trabalhadores na defesa de projetos que garantam estabilidade e desenvolvimento do País”, avalia Adilson Araújo.

Hoje no Congresso tramitam mais de uma centena de projetos de interesse dos trabalhadores que estão prontos para votação.

Desses, a partir do diálogo, coordenado pelos deputados Vicente Cândido (PT-SP), Assis Melo (PCdoB-RS), Vicentinho (PT-SP) e Roberto Santiado (PSD/SP), será apresentada uma proposta com projetos que consagram o pleito da classe trabalhadora.

Pauta trabalhista

Durante a reunião na CCJ, a CTB apontou como elementos centrais, para construir a pauta prioritária, as reivindicações apresentadas na 8ª Marcha dos Trabalhadores, realizada no dia 9 de abril, em São Paulo.

“A nossa posição foi reafirmar a pauta referendada na marcha. As centrais sindicais estão convictas que ao realizar este grande evento, que reuniu mais de 40 mil pessoas, demonstra a capacidade de força e disposição das centrais de pautar um diálogo com a sociedade em torna da pauta apresentada ao governo”, afirma o presidente da CTB.

Adilson Araújo lembra que a agenda da classe trabalhadora vem sendo discutida desde 2010, com a realização da Conclat (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora), e que a CTB e as demais centrais têm insistido a todo instante para obter respostas do governo sobre essa pauta. “Seria muito ruim encerrar o ciclo de mudanças iniciado no governo Lula, e continuado pelo governo Dilma, sem que pudesse garantir o avanço do conjunto de item da pauta dos trabalhadores apresentado pela conclat”.

Entre as reivindicações que compõem a agenda da classe trabalhadora, constam: Manutenção da política de valorização do salário mínimo; redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais; correção da tabela do Imposto de Renda; Regulamentação da Convenção 151, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que estabelece diretrizes da negociação coletiva no âmbito da administração pública; uma justa política de valorização das aposentadorias; e ratificação da Convenção 158, da OIT, que protege o trabalhador contra demissão imotivada.

Mobilização nacional

Ainda na reunião, ficou acertado que no dia 6 de maio será realizada comissão geral para discutir as propostas de interesse dos trabalhadores, e nos dias 6, 7 e 8 do mesmo mês serão realizadas votações no plenário de projetos exclusivos da pauta trabalhista.

Mesmo com a disposição em colocar em votação as propostas elencadas pelos representantes dos trabalhadores, nada garante a aprovação dessa pauta sem que haja pressão do movimento sindical. “Esse esforço do diálogo pelo entendimento deve exigir uma mobilização das centrais nos dias de votação, em Brasília, para exercer pressão no Congresso na busca pela aprovação da pauta dos trabalhadores, dos projetos que interessam aos trabalhadores e à sociedade em geral”, alerta o presidente da CTB.

O Congresso Nacional também têm buscado o diálogo com os empresários e, nesse sentido, por iniciativa do Congresso, vai acontecer um seminário para debater medidas para destravar o desenvolvimento econômico.

Para a CTB, não é possível uma nova arrancada no desenvolvimento econômico do País disassociada da valorização dos trabalhadores.

Além da CCJC, o objetivo é construir uma agenda de votação dos projetos de interesse dos trabalhadores nas demais comissões da Câmara e no Senado Federal.

Também participaram da reunião representantes do Dieese e do Diap.

Fonte: CTB - Daiane Lima

terça-feira, 15 de abril de 2014

SINDVIGMA realiza Assembleia e decide por 16% de reajuste

Presidente do SINDVIGMA coordena Mesa da Assembleia
O Sindicato dos Trabalhadores Vigilantes do Maranhão – SINDVIGMA – reunido em Assembleia Geral realizada hoje (15) foi autorizado pela categoria a negociar com a patronal o percentual de 16% sobre o salário base dos trabalhadores na Campanha Salarial 2014.

A patronal na primeira reunião ofereceu apenas 4% o que fez o Sindicato rechaçar a proposta e reunir com os trabalhadores na base.

“Queremos defender uma proposta de aumento real para os trabalhadores. Vamos reafirmar isso em todas as mesas de negociação. E se tiver que ir para Greve iremos.”, diz Benedito Raposo, Presidente da entidade.
Trabalhadores Vigilantes atentos à Assembleia
A próxima reunião está marcada para o dia 25 de Abril às 10:00 no Sindicato Patronal.

O SINDVIGMA no mesmo dia convoca a categoria para a próxima Assembleia no dia 28 de Abril na sede administrativa do sindicato localizado na rua dos afogados, nº 846, centro, a partir das 08:00h da manhã.

“Contamos com a presença de todos os trabalhadores.”, convoca Benedito Raposo.

CTB maranhense participa de Marcha Nacional das Centrais Sindicais

Dirigentes da CTB Maranhão
Dirigentes sindicais maranhenses juntaram-se aos mais de 50 mil trabalhadores na 8ª Marcha das Centrais Sindicais, em São Paulo, dia 09 último, para empunhar as bandeiras de luta das classes trabalhadoras brasileiras.

Fim do fator previdenciário, manutenção da política de valorização do salário mínimo, fim da jornada de trabalho de 40 horas, 10% do PIB para a educação e combate ao Projeto de Lei 4330, o PL da terceirização, estavam na pauta durante a marcha e, depois, no ato público.

“O ato foi importante porque concentrou todas as centrais sindicais na Marcha, num momento crucial da vida política brasileira”, comenta o presidente estadual da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-MA), Júlio Guterres.

Ele ressalta a importância da 8ª Marcha das Centrais Sindicais num momento em há uma orquestração dos patrões para acabar com a política de valorização do salário mínimo, que, até 2020, será reajustado pela inflação do ano anterior e a média do PIB dos dois anos anteriores.

“Há um projeto de lei na Câmara dos Deputados para mudar a política de valorização do salário mínimo, mas os trabalhadores querem e vão manter”, enfatiza CTB-MA.

Reunião da CTB Nacional

Também em São Paulo, nos dias 10 e 11, aconteceu a 13ª Reunião do Diretoria Nacional da CTB, para tratar de vários pontos, entre os quais a conjuntura política brasileira, apresentada pela e internacional.